Veja como ficam os investimentos com a Selic em 12,75% ao ano

Em 4 de maio, o Copom (Comitê de Política Monetária do Banco Central) decidiu por unanimidade elevar a taxa Selic de 11,75% para 12,75% ao ano. Esta é a décima oferta adicional consecutiva, com o processo de oferta começando em 17 de março de 2021 e a próxima sessão terminando em 15 de junho de 2022.
Com relação ao movimento futuro da taxa Selic, as expectativas do mercado estão refletidas na negociação do contrato futuro de DI de 1 dia para a principal referência de juros do mercado brasileiro, a B3. Centenas de bilhões de reais são negociados todos os dias, de especuladores a agentes interessados ​​em se proteger das variações cambiais. No gráfico abaixo, mostramos como as taxas de juros de longo prazo mudaram ao longo do tempo.
Analisando as mesmas informações para um contrato futuro de DI de 1 dia, pode-se extrair a taxa média implícita do CDI para cada ano futuro. No gráfico abaixo, mostramos os preços das transações de mercado de 2022 a 2027 nas mesmas datas do gráfico acima.
Não existe uma resposta única para a questão do melhor investimento de baixo risco nesta situação. As opções variam amplamente com base em fatores como o valor disponível para investimento, duração, risco e instituição financeira. Para ajudar, montamos uma tabela de previsões de rentabilidade para diversas aplicações de baixo risco (como Poupança nova, LCI, CDB-DI, Fundo DI e LFT) e diferentes prazos. Nele, acreditamos que a taxa Selic permanecerá constante nos níveis atuais ao longo do tempo, um cenário altamente improvável.
A previsão da LCI também se aplica à LCA, pois os dois títulos possuem características semelhantes. Para facilitar o cálculo, usamos os seguintes parâmetros:
– Taxa de CDI constante de 12,65% ao ano;
– Taxa Selic constante de 12,75% ao ano (meta);
– Taxa Selic constante de 12,65% ao ano;
– 21 dias úteis em um mês padrão;
– LCI e LCA apresentam rendimentos entre 80% e 110% do CDI. Pode haver instituições que oferecem taxas de juros mais baixas (grandes bancos) ou taxas de juros mais altas (pequenos bancos, maior risco de crédito);
– Fundos DI são calculados com taxa de administração de 0,1% a 3,0% ao ano e rentabilidade total de 102,2% do CDI (sem desconto da taxa de administração);
– O CDB é reportado pelo rendimento do contrato, variando de 85% a 125% dos títulos do CDB;
– Considerando a taxa de corretagem de 0%, a Tesouraria Selic (LFT) cobra e não cobra taxa de custódia de 0,25% ao ano da B3. Vale ressaltar que esta taxa não é cobrada para saldos de investimentos de até R$ 10.000. Não contabilizamos nenhum prêmio ou desconto ao negociar títulos, o que significa que o rendimento real deve ser um pouco menor do que o esperado, pois sempre há um spread entre o preço de compra e venda de um título.
– Os retornos apresentados são nominais (antes da inflação) e líquidos de imposto de renda.
Dependendo das taxas de administração (ou custódia), os fundos DI e Tesouraria Selic podem render menos que a poupança. No entanto, lembre-se de que a poupança só paga juros no aniversário. Resgates fora da data de aniversário só renderão juros até a data de aniversário anterior.
Na tabela abaixo, apresentamos a projeção de resultado com base no cenário de juros proposto pelo mercado futuro de DI em 19 de maio (fecho). As premissas são as mesmas utilizadas na tabela acima, exceto que as taxas Selic e CDI são projetadas com base na curva de juros ao final do dia. Esta é uma previsão mais realista do que a tabela acima, pois agrega as expectativas do mercado para o comportamento do CDI nos próximos meses.
Para aqueles que não estão familiarizados com esses tipos de investimentos, descrevemos algumas características importantes desses produtos financeiros abaixo:

1 – Novas economias

  • Refere-se a depósitos a partir de 4 de maio de 2012.
  • Cobertura do FGC (até R$ 250.000 por CPF e por instituição financeira)
  • Isenção de Imposto de Renda Pessoa Física
  • Resgates fora da data de aniversário não pagam juros entre a data do último aniversário e a data de resgate.
  • Aceita aplicações de baixo valor

2 – LCI (Carta de Crédito de Garantia) e LCA (Letra de Crédito do Agronegócio)

  • Cobertura do FGC (até R$ 250.000 por CPF e por instituição financeira)
  • Isenção de Imposto de Renda Pessoa Física
  • Não são pagos juros para resgates antes do período de carência
  • Geralmente, o resgate só pode ser feito no vencimento (quando atrelado ao CDI), dependendo do contrato
  • Aplicações iniciais muitas vezes exigem valores mais altos que CDB

3 – Fundos de Investimento Direto

  • Sem cobertura do FGC, mas os ativos do fundo pertencem aos cotistas e são segregados dos ativos do banco
  • O imposto de renda é cobrado a alíquotas regressivas (15% a 22,5%). Taxa de receita de 15% (“come-cotas”)
  • Semestralmente
  • Geralmente permite resgate em qualquer data sem perda de juros

4 – CDB-DI (Comprovante de Depósito Bancário – DI)

  • Cobertura do FGC (até R$ 250 mil por CPF e por instituição financeira)
  • Imposto de renda a alíquotas regressivas (15% a 22,5%)
  • Os CDBs com carência têm restrições de resgate antecipado, mas geralmente oferecem melhor rentabilidade.
  • CDBs com liquidez diária não têm restrições de resgates, mas tendem a oferecer menor rentabilidade
  • Aplicação inicial: De um modo geral, quanto maior o valor, melhor a rentabilidade.

5 – Letras do Tesouro (LFT – Letras Financeiras do Tesouro)

  • Títulos públicos federais atrelados à Taxa Selic
  • Pessoas físicas podem comprar ou vender esse título por meio do Tesouro Direto
  • Você deve ter uma conta de corretagem para negociar
  • Imposto de renda a alíquotas regressivas (15% a 22,5%)
  • Baixo risco de crédito: Investidores são credores do governo federal
  • Existe um spread (diferença) entre os preços de compra e venda

Fontes: http://minhaseconomias.com.br